Na semana passada, prometemos comentar alguma coisa sobre Call of Cthulhu, mas o assunto é vasto (o conto original de H.P.Lovecraft completa 80 anos no ano que vem e o RPG, comemorou seu 25o no ano passado) e talvez seja a gente comentar um pouco de cada vez.
Call of Cthulhu é um RPG de horror baseado na história de H.P. Lovecraft de mesmo nome e todo o mito de Cthulhu ligado a ela.
O cenário de Call of Cthulhu é uma versão mais sombria de nosso mundo baseada na observação que Lovecraft fez em seu ensaio Supernatural Horror in Literature de que “o medo é a emoção mais antiga e mais intensa da humanidade”.
Os jogadores assumem o papel de pessoas comuns que são arrastadas para o domínio do misterioso: detetives, criminosos, estudiosos, artistas, veteranos de guerra, etc. Em geral, as histórias começam de maneira inocente, mas as maquinações por trás do pano vão ficando cada vez mais evidentes. À medida que os personagens vão descobrindo os horrores do mundo e a irrelevância da humanidade, sua sanidade mental vai sendo seriamente abalada (o sistema de regras contém um mecanismo para determinar quão abalada está a sanidade do personagem num dado momento da história). Para poder ter acesso às ferramentas necessárias para combater os horrores – conhecimento místico e magia – os personagens têm de estar dispostos a abrir mão de parte de sua sanidade mental.
Sandy Petersen, hoje em dia conhecido por seu trabalho em Doom, entrou em contato com a Chaosium para escrever um suplemento para, Rune Quest, um RPG de fantasia popular na época publicado pela Chaosium. Ele acabou assumindo a tarefa de escrever Call of Cthulhu e o jogo foi lançado em 1981, usando uma versão simplificada do sistema de regras usado em Rune Quest. O jogo ganhou três prêmios importantes no ano seguinte.
Depois que Petersen deixou de trabalhar para a Chaosium, o desenvolvimento da linha passou para Lynn Willis que aparece como co-autor desde a 5a edição. O RPG está agora na sexta edição e suas regras mudaram muito pouco desde sua edição original.
O RPG encontra-se atualmente na sua 6a edição que deverá ser publicada em português em algum momento do primeiro semestre do ano que vem. Teremos informações um pouco mais precisas com relação à data dentro de um mês.
H.P. Lovecraft era um escritor americano de fantasia, horror e ficção científica. Seu público era pequeno enquanto ele estava vivo, mas suas idéias e seus trabalhos, incluindo o Mito de Cthulhu, influenciaram tremendamente muitos dos grandes escritores que vieram depois dele.
Lovecraft nasceu no dia 20 de agosto de 1890 em Providence, Rhode Island. Quando ele tinha três anos de idade, durante uma viagem de negócios, seu pai teve um ataque psicótico num hotel de Chicago. Ele foi levado ao Butler Hospital em Providence onde ficou internado o resto de sua vida. Ele morreu de sífilis quando Lovecraft tinha oito anos de idade.
Lovecraft foi uma criança prodígio, com dois anos de idade ele recitava poesia e com seis compunha poemas completos. O avô encorajava o garoto a ler e deu a ele clássicos como as 1001 Noites, a Ilíada e a Odisséia. Além disso, despertou o interesse do garoto por coisas estranhas contando a ele histórias de horror gótico. Quando jovem, ele começou a escrever, mas acabou deixando isso de lado em favor da poesia e de ensaios, antes de voltar para a ficção em 1917 com histórias como The Tomb e Dagon (seu primeiro trabalho publicado profissionalmente, na revista Weird Tales, em 1923). Suas longas e freqüentes missivas transformaram- no num dos maiores escritores de cartas do século XX. Entre seus correspondentes encontram-se Robert E. Howard e Robert Bloch.
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