sábado, 23 de fevereiro de 2008

Revolta Juvenil

Todos os dias, naquele período estranhamente sonolento que é posterior ao almoço, eu fico navegando na internet pra ver se me ocupo um pouco e afasto o sono. E acabo visitando outros blogs, ou mesmo perfis de orkut pra ver se existe alguma coisa que valha a pena ser comentada. Bom, normalmente não há muito o que comentar, como era de se esperar na atual situação das coisas. Mas um fato que tem chamado a minha ateção recentemente é como tem se multiplicado aquelas frases e imagens de efeito. Do tipo "pessoas passam fome enquanto você fica reclamando de comer", ou então fotos de crianças desnutridas na África, ou ainda aquelas fotos de guerra com os dizeres "pra que guerra?". Tudo isso é muito louvável, muito bonito, e por que não até comovente...No papel. Eu digo no papel, por que eu vejo o tipo de gente que põe essas coisas na internet.

Quero dizer, atitude muito bonitinha a de colocar essas coisas na internet pra dizer que você é socialmente engajado e "cool" é ridículo, ao menos do meu ponto de vista. É como se você falasse pra não comer chocolate e fosse o maior consumidor de chocolate do estado...As pessoas passam tanto tempo tentando prova que são conscientes que acabam ficando ainda mais desligadas da realidade...Por exemplo: eu me pergunto quantas destas pessoas fazem trabalho comunitário...Você pode chamar de assistencialismo ir ajudar as pessoas(eu chamo isso de preocupação com o próximo) e preferir ir pregar ideais socialistas, mas se fizer isso vai pregar pra quem? pras baratas?

o próximo artigo vou transcrever uma redação de uma das minhas apostilas que achei cabível neste blog...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

ironia

O Almeida era aquele sujeito simpático com todo mundo, boa praça, sempre gente fina no happy hour.Era um daqueles que é religioso: toda sexta-feira depois do expediente ele ia pro bar tomar uma cerveja com amigos, não importando o clima, o emprego ou o time do coração. Um dia a mulher falou que ele tava começando a ganhar uma barriguinha de chopp. Ficou meio sem graça com o comentário e naquela noite ficou se olhando muito tempo no espelho. Sempre foi um cara confiante, mas a idade tava chegando e ele achou melhor começar a se cuidar.Marcou a consulta no médico e foi no Doutor ver o que podia fazer.

Acabou que o Doutor disse pro Almeida corta o chopp, cortar a calabresa que acompanhava o chopp, enfim, corta a happy hour e começar a se exercitar por que senão o coração dele ia pro saco. Então o Almeida começou a malhar e nunca mais foi na happy hour. E no lugar dela, toda sexta feira, ele saia pra correr. Depois de um ano perdeu barriga, ficou mais disposto, mais garboso e mais saudável. Todas as sextas(não se sabe se pra substituir a happy hour ou não) o Almeida saia pra correr. E a cada nova visita ao médico, o Almeida ficava mais feliz com o diagnóstico do Doutor. Sempre dizendo que eles estava melhorando, que seu coração estava ótimo e que ele viveria muito mais e melhor.

Um dia, quando o Almeida estava atravessando a rua, ele se descuidou cumprimentando um amigo que passava. Acabou sendo acertado por um caminha de cerveja e morrendo ali mesmo na rua enquanto todo mundo da empresa estava naquela hora no bar tomando uma cerveja.

Acabou que o coração do Almeida, aquele coração que o Doutor elogiava e dizia ser tão saudável durou muito tempo mesmo.Ele foi parar no peito do Garcia, grande amigo de todo mundo e que era religioso com a happy hour. Ele tem uma barriguinha, bebe, fuma e come muita gordura. Mas venhamos e convenhamos: ele tem um coração muito saudável!

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO CONTRA OS VICIADOS EM EXERCÍCIOS!

ATENÇÃO!!!

A probabilidade de você morrer atropelado na rua é maior do que a de sofrer um infarto fulminante segundo estatísticas reais...a historinha acima é só pra ilustrar....e pra fazer rir....

(Caio Agarie)

Sobre meninas e Barbies

Outro dia tava sapeando no orkut e me deparo com aquelas comunidades com temas bizonhos(eu sempre gosto de dar risada no PC) e vejo uma comunidade assim “falta homem em Ourinhos”. Putz, minha reação inicial foi dizer, WTF? Afinal de contas, um amigo acabou de tomar um toco histórico de uma ficante que ele queria ter transformado em namorada e eu conheço pelo menos mais uns 7 caras com quem me reúno pelo menos uma vez por semana que tão livres, leves e soltos...

Ai decidi dar uma olhada na comunidade...E encontrei o motivo da indignação das moças...Pela descrição de homem que elas pedem(bonito, inteligente, carinhoso) elas vão ficar procurando pela eternidade e ainda vai faltar tempo pra elas conseguirem encontrar o pobre diabo. Poxa, tem homem sobrando sim, e caras muito bacanas por sinal. Super trabalhadores, inteligentes e engraçados mas com um defeito de fábrica que muitas moças odeiam: eles não são ricos e nem populares.

Ai fiquei matutando um tempo sobre isso e a resposta pra falta de homens que elas alegam é óbvia: elas querem o Ken. Isso mesmo, elas estão tentando roubar o marido da Barbie! Muitos dos meus amigos(e eu me incluo neste grupo) sabem que vão sair dessa cidade o mais rápido possível por alguns motivos básicos:precisamos de empregos, estudo e qualidade de vida; e essa cidade aparentemente não pode nos oferecer nenhum destes itens satisfatoriamente.

Ai eu me liguei: muitas das moças não trabalham, não estudam e nem procuram mudar nada. E é isso que está errado, elas estão procurando o Ken pra tornar a vida delas perfeita, querem ter uma vida com uma aventura a cada dia e uma maravilha de popularidade. Mas o mundo real, o mundo fora dessa cidade, fora da “bolha” é bem diferente. Mesmo em locais grandes não se pode encarar a vida como se fosse “Chuck Norris”, afinal, dessa maneira você morreria de fome no final do mês...Os caras estão por ai mas nenhuma menina dá valor.Por isso vão embora e depois a mulherada se queixa. E sobre esse negócio de muitas garotas serem desse tipo que não estuda, não trabalha e nem quer mudar, um aviso: foi uma garota que me disse isso...Ela também disse que muitas moças entram na faculdade pra arranjar homem, mas isso eu já não afirmo por que não tenho conhecimento de causa.