Outro dia estava dando o meu tradicional passeio pelos sites que costumo freqüentar quando me deparo com aquelas coisas medonhas sobre Big Brother Brasil. Eu já evito assistir TV no horário desse programa(de fato, cada vez tenho assistido menos TV), mas agora também sou perseguido por essa droga fora da TV, não bastasse o alarde que a globo faz sobre essa porcaria(e os canais com programas sensacionalistas também, vide Sônia Abrão), temos que ser mergulhados nesse monte de asneiras também fora da TV?
O pessoal costuma dizer que eu sou meio estressado com essas coisas. Mas é meio impossível não ficar realmente nervoso com o rumo que as coisas estão tomando no mundo moderno. Eu sou da época em que a cultura exibia programas de cunho científico para as crianças e eles eram muito divertidos. Sou da época do mundo de Beakman(quem já assistiu se lembra).Agora, a cultura está aderindo a uma programação mais popular para não ter que fechar as portas. E sabe o que isso nos diz? Que o povo quer consumir lixo. O Brasil gosta de consumir lixo, principalmente se vier com uma etiqueta de “TODOS NOS EUA ADORAM!”.
Pior do que descobrir que os adultos estão chafurdando no esgoto intelectual do mundo, é descobrir que as crianças estão ficando ainda pior. E isso é sério, eu vejo os desenhos animados de hoje em dia(não todos, mas a maior parte) e me pergunto: que porra é essa? As crianças só não babam em frente a TV por que os intervalos comercias servem pra secar a baba, e fazer os pais comprarem o tênis do homem-aranha u o cereal matinal da vez.
Mas existem coisas piores na TV brasileira. Existe por exemplo aquela categoria de programas( inclua Big Brother nela) que dá a entender que não são apenas programas para diversão, mas também disputas intelectuais e até mesmo fonte de conhecimento. Será até engraçado ver como esse pessoal é cultuado como um símbolo depois que sai de um programa desses, se não fosse triste. Declarações em revistas, entrevistas e tudo o mais, sempre repleto de fãs babando em volta. Quando começou o primeiro Big Brother eu já sabia que o único mérito do programa seria fornecer mais capas da Playboy e da Sexy, mas segundo o jornal Folha de São Paulo, nem isto esta edição está conseguindo fornecer.
Ainda em tempo de mais um comentário: estamos ficando cada vez mais burros, e cada vez mais gostamos disso.