domingo, 13 de setembro de 2009

Fire in the jungle

Outro dia, botecando aleatoriamente e dizendo algumas bobagens estava conversando com um colega sobre o fato de eu ser fascinado por violência, ou de uma maneira mais ampla, destruição. Não pessoal, eu não sou um psicótico sádico, ou alguém que gosta de resolver as coisas a socos e pontapés.
Talvez desenvolvendo o raciocínio a idéia se torne mais simples, é factual para aqueles que me conhecem que eu sou fascinado por violência e destruição de qualquer tipo, é óbvio que fico indignado como qualquer outro quando observo, mas o ponto principal é que ela de alguma forma exerce uma força atrativa interessante.
Exemplifico isso através do fogo, que sempre é usado como representante supremo da destruição, o fato de ver algo se incendiando até que se consuma exerce sobre boa parte dos humanos um poder assombroso, é como se ficássemos estupefatos frente ao espetáculo do fogo consumindo algo, que de certa maneira reflete nossas vidas.
De fato, eu sempre defendo que o fascínio pela destruição ou pela violência que alguns de nós tem é devido a óbvia referência que ela faz a vida humana. Nossas vidas curtas e totalmente desprovidas de certezas nos conduzem até uma odisséia de acontecimentos que podem ser tanto divertidos quanto dolorosos.
É a rápida efervescência da nossa juventude que parece queimar de uma vez e sem deixar muito pra trás depois.
Mas acredito que são divagações demais sobre a violência, no final das contas, a violência se sustenta sozinha no ser humano, somos condicionados a ser violentos e brutais de maneiras inimagináveis, e somente a constante vigilância e atenção fazem com que possamos ter algo bom para doar, ou demonstrar.
É disso que se trata no final das contas, controlar os impulsos bestiais de destruição e violência, e perpetuar ao máximo a paz. Sem mais para o momento.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Rock 'n Roll & French Fries

Eu sou um grande fã da música e como muitos podem afirmar, um preciosista dela. Não que eu tenha problemas com manifestações musicais modernas ou estilos diferentes, ao contrário, eu escuto muitos deles na minha playlist e posso afirmar categoricamente que sou um fã.
Mas o problema principal, ao menos pra mim, nos últimos tempos é que a música não tem se renovado. Estamos produzindo mais do mesmo e o pior, não música boa, mas música comercial.

Não que eu tenha vivido na década de 70, 80 e talz. Mas eu sinto falta de grandes bandas de rock por ai, com músicas com algum sentido e que tenham aquela atitude rockeira de cabelos malucos, roupas baratas e bandas de amigos curtindo som e criando algo realmente divertido que traga alguma mensagem diferenciada.

Mas parece que o rock morreu. Tudo que se cria sobre esta alcunha hoje em dia é mais pop do que rock, as roupas são escolhidas por figurinistas, as músicas parecem vindas de comerciais de televisão e acima de tudo, não existe mais o clima pra chegar chutando as caixas de som ou se jogar em cima da bateria no final do show.

O sonho acabou e o rock talvez fique pra trás como uma lembrança de outras épocas, da mesma maneira que outros estilos foram ficando através dos tempos. Mas é triste que o legado dele seja estuprado pelas gravadoras de hoje em dia, é triste que décadas de músicas sejam desonradas por bandas mediocres que nem entendem o significado do rock, curtir e ver o que acontece.

Ceticismo, OU quando as coisas poderiam ir melhor.

O pessoal costuma achar que o ceticismo moderno é a filosofia da incerteza, da negação dos fatos críveis ou mesmo a total negação da realidade cognoscente(termo difícil pra dizer perceptível). Óbviamente como cético eu discordo categoricamente desta afirmação e pretendo explicar abaixo o por que desta ser, ao menos em minha opinião, a melhor postura a se adotar sobre o mundo.
O ceticismo prega que devemos desconfiar dos dados que nos são apresentados e colocar a prova toda e qualquer afirmação de maneira a receber o maior número possível de dados para poder então julgar se este conhecimento é válido ou não. Ao aplicarmos este tipo de postura nas nossas vidas, obtemos sensível melhora na experiência de aprendizado das coisas, isto é, ao questionarmos valores, normas e sistemas, podemos perceber suas falhas e vantagens e assim aprimorá-los.
Ser cético, é antes de tudo questionar as respostas, e mais do que isso, jamais aceitar uma verdade como universal e única. Por este prisma, podemos entender que ao não assumirmos nenhuma resposta como definitiva, e incentivando o questionamento destas repetidamente, podemos refinar a fórmula encontrada até um estado mais puro, ou mesmo descartar uma idéia para que outratome seu lugar.
Confesso ser um exercício extremamente cansativo se for elevado as últimas consequências, mas é extremamente válido se você objetiva uma melhora em suas hablidades.
Ser cético não é tão somente não aceitar nada como verdade, elevar isso a graus extremos é impossível, afinal, é necessário certo grau prático de certeza pra criar suposições válidas. Mas, se estas são passíveis de questionamento devem passar sobre um crivo questionativo e valorativo, pois, somente sobre forte questionamento é que as respostas mais próximas da verdade aparecem.

New world in my view

É factual que mais cedo ou mais tarde tomemos partido de determinados casos movidos pela emoção ou comoção do momento.Isto é esperado e nos torna humanos, num nível que nenhum raciocínio lógico pode aplicar, isto é, essa empatia, essa habilidade de projetar em si mesmo o problema da vítima nos torna humanos.
Mas a questão que quero discutir é outra. A questão da igualdade e sobre que prismas ela pode ser analisada.
Para mim a divisão da igualdade é muito simples, existem dois tipos que se auto-excluem e nomeiam o outro como incorreto.
O primeiro a ser apresentado é o da igualdade horizontal, ou igualdade formal, isto é, todos são iguais com oportunidades e direitos iguais.Academicamente falando e numa discussão puramente teórica é absolutamente perfeito este conceito, posto que entendemos como igualdade, o tratamento com igualdade de todos.
Porém, no plano real vemos que este argumento não se sustenta, posto que na realidade as pessoas não dispõem das mesmas condições financeiras, sociais, educacionais e etc.
Por isso, eu apresento como segunda opção a visão mais moderna e comum do conceito de igualdade, o conceito de igualdade vertical, segundo o qual cada um deve ser julgado de acordo com suas condições, isto é, tratar os iguais de maneira igual. Afinal, dessa maneira obtemos a verdadeira justiça que nada mais é do que proporcionar uma discriminação positiva, isto é, fornecer a oportunidade para que, aqueles de menor condição de algum aspecto possam ser respeitados/protegidos de maneira adequada. Aplico como exemplo principal destas condutas cotas sociais nas faculdades e legislações de proteção à mulher. Afinal, aqueles com menores condições, são privilegiados dando condições de manterem sua dignidade.
Ao menos para mim, é disso que se trata justiça e igualdade, garantir que todos possam ter seu quinhão a partir de principios protetivos.

domingo, 11 de maio de 2008

Cry Some More! BWAHAHHAHAHA

Hoje eu estava todo feliz e contente lendo sobre o sistema educacional brasileiro. Confesso que vi alguns pontos muito interessantes, como por exemplo, a questão da avaliação que ocorreu agora na metade do ano nas escolas públicas, ou então as novas idéias que estão sendo implementadas. Assim como na outra ponta vi algumas coisas muito ridículas, como por exemplo, os atuais índices educacionais presentes nos estados brasileiros...É até pra dar risada no final das contas.

Mas convicções a parte, a crítica que pode fazer sobre toda essa problematização é a de que não existe neste país, um interesse na educação. Existe um iteresse crescente em se adquirir diplomas, mas não existe interesse no aprendizado. Tenho visto que a maior parte das pessoas escolhe suas profissões de olho em lucros ou por critérios que por falta de palavra melhor descreve apenas como retardados. Não que seja a minha vida, mas é factual que as pessoas mais cedo ou mais tade acabam se arrependendo disso.

Tudo bem que é divertido pra caramba ter dinheiro pra torrar, mas fazer algo que se gosta, as vezes é mais importante do que fazer algo que dá muito dinheiro...Por que no final, só vão ficar as boas lembranças, que são o mais importante...E fazer algo divertido faz toda a diferença...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Sobre duelos...

Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou nenhum bom exemplo(alguns mais do que outros), eu tenho hábitos realmente ruins(assim como todos os outros humanos). Isto é um fato que ninguém pode mudar, isto é, tem gente que gosta de fumar, de beber, de jogar ou mesmo de transar em locais públicos(o que por falar nisso é bem divertido). Mas não é sóbre isso que eu gostaria de falar, ou melhor, é um assunto que cruza esse ponto. A maior parte das pessoas pensa que as coisas se desenvolvem em um único plano, isto é, o que acontece é o que elas podem ver...Mas sabemos que isso não ocorre bem assim, é como na política, você tem que pensar no que o gesto significa e não no que aparenta ser.
Invariavelmente enfrentamos pessoas no dia-a-dia, como naquele momento em que você quer comprar o último maço de cigarros da sua marca predileta e o cara do lado também quer, ou quando você olha pra última batata da porção. Esse tipo de coisa soa banal, mas não é. O tipo de comportamento que você mostra nos pequenos confrontos costuma ser a atitude que você toma nos grandes confrontos.
As vezes, grandes amizades são desfeitas quando ambas as partes já não tem mais a acrescentar umas as outras, como nos casamentos, quando os dois param de combinar eles se distanciam até se divorciar...É assim que as coisas são. E invariavelmente procuramos o conflito, por mais atitudes pacificadores que tomemos, invariavelmente procuramos o confronto, pois é da natureza humana querer guerrear. Sem guerra não existe evolução...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sonhos modernos

No mundo moderno, podemos distinguir as pessoas pela maneira com que encaram a vida. Enquanto muitos vivem em mundos de sonho, protegidos uma redoma invisível, a maior parte se vê presa numa realidade pouco convidativa e sem perspectivas. Os poucos que transcendem ambos os lados, são tidos côo gênios, pois são capazes de transformar sonhos em realidade.

Todas as grandes invenções humanas foram sonhadas muito antes de sequer poderem ser construídas. Um exemplo clássico disso é o submarino de “20.000 léguas submarinas”, idealizado décadas antes de ser construído. Então, o sonho é o combustível da mudança, de criação, do qual apenas aqueles que conseguem ultrapassar a barreira entre o real e o imaginário conseguem se aproveitar.

Todos aqueles que sonham demais sem aplicar estas vontades a realidade estão fatalmente presos a uma vida sem sentido, a falta de observação do mundo, acaba fazendo com que seja tolo e pouco eficiente, sem contudo desistir , tornando-se um otimista. Sem a capacidade de ver o mundo como um todo, está fadado a fracassar por falta de conhecimento prático.

Por outro lado, a própria perspectiva de viver na realidade oblitera qualquer oportunidade de mudança, a falta da esperança de melhoria impede o empreendedorismo. E a falta de mudança prende as pessoas num círculo vicioso de dor e tristeza que não pode ser superado sem os sonhos e a coragem para torná-los reais.

A manutenção do equilíbrio entre realidade e fantasia em todos nós é imprescindível para a superação dos obstáculos que a visão põe em nosso caminho, pois é necessário enfrentar os problemas, contudo, mantendo uma perspectiva de vitória. Pois sem isso, não existe o crescimento humano que é tão necessário para o desenvolvimento do mundo.


"Pra quem quiser ver o artigo impresso, basta ir no mural do objetivo, aparentemente vai estar pregado lá(afinal, a professora pediu pra mim imprimir pra por lá, mas quem sabe ela num se arrependeu?)"