Outro dia, botecando aleatoriamente e dizendo algumas bobagens estava conversando com um colega sobre o fato de eu ser fascinado por violência, ou de uma maneira mais ampla, destruição. Não pessoal, eu não sou um psicótico sádico, ou alguém que gosta de resolver as coisas a socos e pontapés.
Talvez desenvolvendo o raciocínio a idéia se torne mais simples, é factual para aqueles que me conhecem que eu sou fascinado por violência e destruição de qualquer tipo, é óbvio que fico indignado como qualquer outro quando observo, mas o ponto principal é que ela de alguma forma exerce uma força atrativa interessante.
Exemplifico isso através do fogo, que sempre é usado como representante supremo da destruição, o fato de ver algo se incendiando até que se consuma exerce sobre boa parte dos humanos um poder assombroso, é como se ficássemos estupefatos frente ao espetáculo do fogo consumindo algo, que de certa maneira reflete nossas vidas.
De fato, eu sempre defendo que o fascínio pela destruição ou pela violência que alguns de nós tem é devido a óbvia referência que ela faz a vida humana. Nossas vidas curtas e totalmente desprovidas de certezas nos conduzem até uma odisséia de acontecimentos que podem ser tanto divertidos quanto dolorosos.
É a rápida efervescência da nossa juventude que parece queimar de uma vez e sem deixar muito pra trás depois.
Mas acredito que são divagações demais sobre a violência, no final das contas, a violência se sustenta sozinha no ser humano, somos condicionados a ser violentos e brutais de maneiras inimagináveis, e somente a constante vigilância e atenção fazem com que possamos ter algo bom para doar, ou demonstrar.
É disso que se trata no final das contas, controlar os impulsos bestiais de destruição e violência, e perpetuar ao máximo a paz. Sem mais para o momento.
domingo, 13 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Rock 'n Roll & French Fries
Eu sou um grande fã da música e como muitos podem afirmar, um preciosista dela. Não que eu tenha problemas com manifestações musicais modernas ou estilos diferentes, ao contrário, eu escuto muitos deles na minha playlist e posso afirmar categoricamente que sou um fã.
Mas o problema principal, ao menos pra mim, nos últimos tempos é que a música não tem se renovado. Estamos produzindo mais do mesmo e o pior, não música boa, mas música comercial.
Não que eu tenha vivido na década de 70, 80 e talz. Mas eu sinto falta de grandes bandas de rock por ai, com músicas com algum sentido e que tenham aquela atitude rockeira de cabelos malucos, roupas baratas e bandas de amigos curtindo som e criando algo realmente divertido que traga alguma mensagem diferenciada.
Mas parece que o rock morreu. Tudo que se cria sobre esta alcunha hoje em dia é mais pop do que rock, as roupas são escolhidas por figurinistas, as músicas parecem vindas de comerciais de televisão e acima de tudo, não existe mais o clima pra chegar chutando as caixas de som ou se jogar em cima da bateria no final do show.
O sonho acabou e o rock talvez fique pra trás como uma lembrança de outras épocas, da mesma maneira que outros estilos foram ficando através dos tempos. Mas é triste que o legado dele seja estuprado pelas gravadoras de hoje em dia, é triste que décadas de músicas sejam desonradas por bandas mediocres que nem entendem o significado do rock, curtir e ver o que acontece.
Mas o problema principal, ao menos pra mim, nos últimos tempos é que a música não tem se renovado. Estamos produzindo mais do mesmo e o pior, não música boa, mas música comercial.
Não que eu tenha vivido na década de 70, 80 e talz. Mas eu sinto falta de grandes bandas de rock por ai, com músicas com algum sentido e que tenham aquela atitude rockeira de cabelos malucos, roupas baratas e bandas de amigos curtindo som e criando algo realmente divertido que traga alguma mensagem diferenciada.
Mas parece que o rock morreu. Tudo que se cria sobre esta alcunha hoje em dia é mais pop do que rock, as roupas são escolhidas por figurinistas, as músicas parecem vindas de comerciais de televisão e acima de tudo, não existe mais o clima pra chegar chutando as caixas de som ou se jogar em cima da bateria no final do show.
O sonho acabou e o rock talvez fique pra trás como uma lembrança de outras épocas, da mesma maneira que outros estilos foram ficando através dos tempos. Mas é triste que o legado dele seja estuprado pelas gravadoras de hoje em dia, é triste que décadas de músicas sejam desonradas por bandas mediocres que nem entendem o significado do rock, curtir e ver o que acontece.
Ceticismo, OU quando as coisas poderiam ir melhor.
O pessoal costuma achar que o ceticismo moderno é a filosofia da incerteza, da negação dos fatos críveis ou mesmo a total negação da realidade cognoscente(termo difícil pra dizer perceptível). Óbviamente como cético eu discordo categoricamente desta afirmação e pretendo explicar abaixo o por que desta ser, ao menos em minha opinião, a melhor postura a se adotar sobre o mundo.
O ceticismo prega que devemos desconfiar dos dados que nos são apresentados e colocar a prova toda e qualquer afirmação de maneira a receber o maior número possível de dados para poder então julgar se este conhecimento é válido ou não. Ao aplicarmos este tipo de postura nas nossas vidas, obtemos sensível melhora na experiência de aprendizado das coisas, isto é, ao questionarmos valores, normas e sistemas, podemos perceber suas falhas e vantagens e assim aprimorá-los.
Ser cético, é antes de tudo questionar as respostas, e mais do que isso, jamais aceitar uma verdade como universal e única. Por este prisma, podemos entender que ao não assumirmos nenhuma resposta como definitiva, e incentivando o questionamento destas repetidamente, podemos refinar a fórmula encontrada até um estado mais puro, ou mesmo descartar uma idéia para que outratome seu lugar.
Confesso ser um exercício extremamente cansativo se for elevado as últimas consequências, mas é extremamente válido se você objetiva uma melhora em suas hablidades.
Ser cético não é tão somente não aceitar nada como verdade, elevar isso a graus extremos é impossível, afinal, é necessário certo grau prático de certeza pra criar suposições válidas. Mas, se estas são passíveis de questionamento devem passar sobre um crivo questionativo e valorativo, pois, somente sobre forte questionamento é que as respostas mais próximas da verdade aparecem.
O ceticismo prega que devemos desconfiar dos dados que nos são apresentados e colocar a prova toda e qualquer afirmação de maneira a receber o maior número possível de dados para poder então julgar se este conhecimento é válido ou não. Ao aplicarmos este tipo de postura nas nossas vidas, obtemos sensível melhora na experiência de aprendizado das coisas, isto é, ao questionarmos valores, normas e sistemas, podemos perceber suas falhas e vantagens e assim aprimorá-los.
Ser cético, é antes de tudo questionar as respostas, e mais do que isso, jamais aceitar uma verdade como universal e única. Por este prisma, podemos entender que ao não assumirmos nenhuma resposta como definitiva, e incentivando o questionamento destas repetidamente, podemos refinar a fórmula encontrada até um estado mais puro, ou mesmo descartar uma idéia para que outratome seu lugar.
Confesso ser um exercício extremamente cansativo se for elevado as últimas consequências, mas é extremamente válido se você objetiva uma melhora em suas hablidades.
Ser cético não é tão somente não aceitar nada como verdade, elevar isso a graus extremos é impossível, afinal, é necessário certo grau prático de certeza pra criar suposições válidas. Mas, se estas são passíveis de questionamento devem passar sobre um crivo questionativo e valorativo, pois, somente sobre forte questionamento é que as respostas mais próximas da verdade aparecem.
New world in my view
É factual que mais cedo ou mais tarde tomemos partido de determinados casos movidos pela emoção ou comoção do momento.Isto é esperado e nos torna humanos, num nível que nenhum raciocínio lógico pode aplicar, isto é, essa empatia, essa habilidade de projetar em si mesmo o problema da vítima nos torna humanos.
Mas a questão que quero discutir é outra. A questão da igualdade e sobre que prismas ela pode ser analisada.
Para mim a divisão da igualdade é muito simples, existem dois tipos que se auto-excluem e nomeiam o outro como incorreto.
O primeiro a ser apresentado é o da igualdade horizontal, ou igualdade formal, isto é, todos são iguais com oportunidades e direitos iguais.Academicamente falando e numa discussão puramente teórica é absolutamente perfeito este conceito, posto que entendemos como igualdade, o tratamento com igualdade de todos.
Porém, no plano real vemos que este argumento não se sustenta, posto que na realidade as pessoas não dispõem das mesmas condições financeiras, sociais, educacionais e etc.
Por isso, eu apresento como segunda opção a visão mais moderna e comum do conceito de igualdade, o conceito de igualdade vertical, segundo o qual cada um deve ser julgado de acordo com suas condições, isto é, tratar os iguais de maneira igual. Afinal, dessa maneira obtemos a verdadeira justiça que nada mais é do que proporcionar uma discriminação positiva, isto é, fornecer a oportunidade para que, aqueles de menor condição de algum aspecto possam ser respeitados/protegidos de maneira adequada. Aplico como exemplo principal destas condutas cotas sociais nas faculdades e legislações de proteção à mulher. Afinal, aqueles com menores condições, são privilegiados dando condições de manterem sua dignidade.
Ao menos para mim, é disso que se trata justiça e igualdade, garantir que todos possam ter seu quinhão a partir de principios protetivos.
Mas a questão que quero discutir é outra. A questão da igualdade e sobre que prismas ela pode ser analisada.
Para mim a divisão da igualdade é muito simples, existem dois tipos que se auto-excluem e nomeiam o outro como incorreto.
O primeiro a ser apresentado é o da igualdade horizontal, ou igualdade formal, isto é, todos são iguais com oportunidades e direitos iguais.Academicamente falando e numa discussão puramente teórica é absolutamente perfeito este conceito, posto que entendemos como igualdade, o tratamento com igualdade de todos.
Porém, no plano real vemos que este argumento não se sustenta, posto que na realidade as pessoas não dispõem das mesmas condições financeiras, sociais, educacionais e etc.
Por isso, eu apresento como segunda opção a visão mais moderna e comum do conceito de igualdade, o conceito de igualdade vertical, segundo o qual cada um deve ser julgado de acordo com suas condições, isto é, tratar os iguais de maneira igual. Afinal, dessa maneira obtemos a verdadeira justiça que nada mais é do que proporcionar uma discriminação positiva, isto é, fornecer a oportunidade para que, aqueles de menor condição de algum aspecto possam ser respeitados/protegidos de maneira adequada. Aplico como exemplo principal destas condutas cotas sociais nas faculdades e legislações de proteção à mulher. Afinal, aqueles com menores condições, são privilegiados dando condições de manterem sua dignidade.
Ao menos para mim, é disso que se trata justiça e igualdade, garantir que todos possam ter seu quinhão a partir de principios protetivos.
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