Outro dia, botecando aleatoriamente e dizendo algumas bobagens estava conversando com um colega sobre o fato de eu ser fascinado por violência, ou de uma maneira mais ampla, destruição. Não pessoal, eu não sou um psicótico sádico, ou alguém que gosta de resolver as coisas a socos e pontapés.
Talvez desenvolvendo o raciocínio a idéia se torne mais simples, é factual para aqueles que me conhecem que eu sou fascinado por violência e destruição de qualquer tipo, é óbvio que fico indignado como qualquer outro quando observo, mas o ponto principal é que ela de alguma forma exerce uma força atrativa interessante.
Exemplifico isso através do fogo, que sempre é usado como representante supremo da destruição, o fato de ver algo se incendiando até que se consuma exerce sobre boa parte dos humanos um poder assombroso, é como se ficássemos estupefatos frente ao espetáculo do fogo consumindo algo, que de certa maneira reflete nossas vidas.
De fato, eu sempre defendo que o fascínio pela destruição ou pela violência que alguns de nós tem é devido a óbvia referência que ela faz a vida humana. Nossas vidas curtas e totalmente desprovidas de certezas nos conduzem até uma odisséia de acontecimentos que podem ser tanto divertidos quanto dolorosos.
É a rápida efervescência da nossa juventude que parece queimar de uma vez e sem deixar muito pra trás depois.
Mas acredito que são divagações demais sobre a violência, no final das contas, a violência se sustenta sozinha no ser humano, somos condicionados a ser violentos e brutais de maneiras inimagináveis, e somente a constante vigilância e atenção fazem com que possamos ter algo bom para doar, ou demonstrar.
É disso que se trata no final das contas, controlar os impulsos bestiais de destruição e violência, e perpetuar ao máximo a paz. Sem mais para o momento.
domingo, 13 de setembro de 2009
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